Quando o Alessandro, meu Webmaster, sugeriu que eu escrevesse um blog, pus-me a pensar. Quem se interessaria pela vida de um intérprete? Em geral somos ouvidos e - quase nunca - vistos. Mas de repente comecei a pensar em minha própria vida, em tudo o que fiz, nos lugares onde estive, nas pessoas que traduzi e traduzo, nos congressos médicos de tantas especialidades, onde sempre ficamos a par dos últimos avanços da ciência, e pareceu-me privilegiada, de muitos pontos de vista.
Vivi na Europa por dez anos, falo cinco línguas, fiz montes de amigos, viajei e viajo muito. Só por isso já terá valido a pena ter escolhido essa profissão. É claro que às vezes cansa, e muito. Ficar horas a fio fechada num lugar escuro e apertado, muitas vezes insuportavelmente quente, sob uma pressão tremenda, nem sempre é agradável.
Por isso aos fins de semana vou ao parque andar, ver verde, ouvir passarinhos e ter um pouco de silêncio à minha volta.
Mas apesar de tudo isso estou convencida de que valeu e vale muito a pena ter escolhido essa profissão.
29 Sep. 2008 at 11:35 AM
Meu Deus!
Estou simplesmente en-can-ta-da com a sua vida!!! E ainda mais apavorada com a minha!!! Suas escolhas foram lindas, acertadas e, o principal, coerentes com os seus projetos!
Eu acabei de lhe enviar um e-mail (pelo link Contato) e já não sei se fiz bem… De qualquer forma, o seu começo e o seu presente merecem, sim, tons of comments!!!
De forma alguma quero que pareça inveja aquilo que é a mais profunda admiração!
Um abraço
29 Sep. 2008 at 10:29 PM
Cara Raquel,
Todas as escolhas têm seus prós e contras. Há todo um lado que não explorei, pois todas as opções implicam em perdas, e o difícil é lidar com elas… Hoje em dia não me arrependo de minhas escolhas. Mas elas foram boas para mim;talvez não fossem boas para outras pessoas.
Confie no seu taco e tenha certeza de que escolheu o melhor para si.
30 Sep. 2008 at 5:49 PM
Tereza, adorei te conhecer um pouco mais, e me admira você achar difícil alguém se interessar pela vida de uma intérprete.Não é uma interprete qualquer, é o sêr humano , a mulher Tereza Sayeg, inteligente , competente e corajosa,que não tem mêdo de ousar, desafiar seus limites, ultrapassá-los.
Você também passou pelo Sedes Sapientiae! Eu lá entrei em 64, quando não se podia usar calças compridas e era vetada a matrícula de rapazes, imagine! Parece que estou falando do século passado rsrsrsrsrssr.
Tereza, vou divulgar seu blog não porque te considero uma amiga, mas porque tem um conteúdo bom demais!
Beijãobeso!