Achei que deveria contar-lhes como é a vida de um intérprete nas instituições européias, pois é muito diferente da profissão aqui no Brasil. Aqui por ex., é-se chamado muitas vezes de um dia para o outro
(meu caso hoje: fui chamada para trabalhar amanhã). Isso é comum quando se trabalha no mercado privado.
Agora, quando se trabalha para instituições, a coisa é mais organizada. Claro que há reuniões inesperadas (por ex., se houver uma crise, uma catástrofe, essas coisas). Mas em geral é tudo planejado com antecedência, sobretudo porque às vezes os delegados vêm de cada Estado-membro da União Europeia só para a reunião. E eles precisam organizar as salas (ver se há salas disponíveis) e os intérpretes, o que não é nada fácil se pensarmos que atualmente são 20 línguas de trabalho!
É,vocês leram direito: são vinte e sete Estados-membros e 20 línguas oficiais. Nem todas as reuniões se realizam com as 20 línguas oficiais. Só quando são reuniões políticas de muita importância, tipo Conselhos de Ministros, quando vêm os Ministros dos 27 Estados-Membros.
Geralmente as reuniões têm um regime linguístico variável, dependendo das necessidades, que pode ir de 3 (Inglês, Francês e Alemão) a 6, 9, 12. É variado. Quando as reuniões têm até 6 idiomas, há dois intérpretes por cabine. Quando há mais de seis línguas, há três intérpretes por cabine.