Claro, Beatriz! Minhas primeiras experiências foram um terror, pois eu ficava extremamente nervosa. Lembro-me de uma vez em que fui traduzir algo sobre fotografia, e não me lembro bem porquê, estudei TUDO sobre a história da dita: Nièpce, daguerreótipos, o diabo a quatro!
Só que chegada lá não era nada disso! Suei frio e pedi para meu colega
(Enéias, que agora vive nos EUA) para segurar minha mão durante o evento inteiro (rsrsrs)!
É a pura verdade. Mas se eu puder lhe dar um conselho, aí vai: tente manter a cabeça fria (Easier said than done), pois só assim você vai conseguir pensar direito se não compreender algo. Em segundo lugar: embora muitas vezes se consiga traduzir 100% do que é dito, muitas vezes também não é o caso. Como sabemos, o Inglês é uma língua muito mais concisa que o Português e mesmo que o orador fale devagar em Inglês, os intérpretes estão disparados atrás dele em Português, o que dificulta grandemente as coisas. E em terceiro: tradução simultânea não é uma ciência exata. É importante a transmisão dos CONCEITOS por detrás das palavras, portanto o importante é COMPREENDER o que se diz sem se preocupar em demasia com as palavras. Elas virão quase que naturalmente na outra língua se se compreendeu bem a idéia subjacente.
Espero ter ajudado. E estou às ordens para qualquer consulta.
Abração,
Tereza