Faço muitos trabalhos interessantes, mas sem dúvida este foi um dos mais interessantes do ano: o escritor israelense Amos Óz, falando na última da série Grandes Conferências da Companhia das Letras, que comemorou este ano seu 25o. aniversário.
Foi uma conferência divertida, de ritmo rápido e aí o mais difícil foi acompanhar o ritmo dele, para não atrasar as piadas. Mas é o tipo de conferência que é totalmente minha praia. Gosto de temas políticos, de história e de mentes abertas, e ele sem dúvida tem uma mente muito aberta e realista.
Disse que a solução dos dois Estados é a única possível, e que ambos os povos estão prontos para ela. Mas que ninguém vai sair dançando pelas ruas, porque vai ser uma paz que vai custar algo parar ambos os lados. Mas como disse ele, o negócio é ter uma tragédia de Tchekov e não de Shakespeare, porque nas tragédias de Shakespeare o palco fica juncado de cadáveres ou passo que nas tragédias de Tchekov todos acabam chateados, macambúzios, deprimidos mas vivos.