Prezada Lúcia,
Não sei porquê, mas é assim mesmo! Países e navios são do gênero feminino em Inglês. Vou ver se consigo uma explicação para isso, mas como muitas coisas nas línguas pode ser simplesmente uma questão de hábito.
Abs.,
Tereza
Posto também o discurso de McCain. Vejam como os americanos se unem para melhorar seu país!
Para quem não o ouviu na TV ou no site da CNN, aí vai o link para o discurso de Obama na noite da terça. Pode ser utilizado inclusive para a prática de tradução simultânea. Reparem como ele é claro, direto, não usa palavras complicadas e consegue galvanizar a multidão. Adorei!
Ouvindo emocionada o discurso de Obama perante a multidão em Grant Park, Chicago, duas coisas me impressionaram muito: em primeiro lugar, como a língua inglesa é simples, direta. Reparem no discurso: ele foi eleito presidente, tem formação em Direito em Harvard, e apesar de ser um orador extremamente eloquente, suas frases são curtas. Ele não fala “empolado”, para mostrar que sabe.
Utiliza poucas palavras para conseguir um máximo efeito. Mas isso é característico da língua inglesa.
Lembro-me de quando estive em Monterey, e tinha de fazer traduções complicadíssimas do Francês ou do Espanhol para o Inglês, e minha professora me mandava simplificar, cortar as frases e torná-las mais diretas. É o famoso “Keep it simple!”. Sujeito, verbo e complementos. Começo, meio e fim.
As simple as that! E é o melhor Inglês possível.
Como minha área é a tradução, dou outra dica: o Inglês é uma língua que usa muito os verbos, ao passo que o Português usa muito os substantivos. Portanto, para se traduzir bem do Inglês para o Português, é melhor usar substantivos do que verbos, e vice-versa. Exemplos: Carrying heavy things is not easy. Claro que se pode traduzir por: “Carregar coisas pesadas não é fácil”. Mas é muito mais elegante dizer: “O transporte de coisas pesadas não é fácil”. E vice-versa. O que é substantivo em Português fica melhor como verbo em Inglês.
Os exemplos não foram muito bons, mas creio ter lhes dado uma idéia da coisa.
http://www.msnbc. msn.com/id/ 21134540/ vp/27265490# 27265490
Dada minha entrevista e participação no blog English Experts, muita gente me procura para saber como aprender Inglês. Sempre digo que hoje em dia temos muito mais recursos de quando comecei.
Por ex., acabo de ver todo um vídeo do Colin Powell (lembram-se? Former Secretary of State, que é o equivalente a nosso Ministro de Relações Exteriores) explicando porque vai votar em Barack Obama.
Pessoal,
As fotos do tour Art Nouveau de Bruxelas estão em http//:picasaweb.google.com.br/tereza.sayeg
Se acharem legal, posso publicar também fotos de uma viagem que fiz no ano passado a Sevilha e Granada, e a Lisboa, Conímbriga e Tomar, em Portugal.
Garanto que valem a pena!
No dia seguinte às eleições municipais, não posso deixar de manifestar minha satisfação com o resultado das eleições em São Paulo!
E em segundo lugar: como tenho muitas fotos de minhas viagens, e de minha vida em Bruxelas, pretendo colocá-las em álbuns picasa. E pra começar, vou ver se consigo organizar e por à disposição dos interessados as fotos de um tour art-nouveau que fiz no ano passado.
Bruxelas, para quem não sabe, foi uma das cidades mais importantes no art nouveau (literalmente arte nova), um estilo muito interessante do começo do século XX. Teve- entre outros - dois arquitetos que executaram muitos projetos segundo esse estilo em casas, móveis e objetos. Foram eles: Victor Horta, cuja casa foi convertida em museu e é uma pequena jóia, e Henri Van de Velde, que dizia que o ambiente em que vivemos afeta nossa alma, e que por isso é preciso cercar-se de coisas belas.
Infelizmente muitas das casas projetadas por Horta foram demolidas (é, eles são parecidos conosco: não estão muito interessados em preservação do patrimônio arquitetônico), mas algumas sobrevivem e
são deslumbrantes. Infelizmente o exterior nem sempre revela o que há no interior das casas, mas garanto que vale a pena.
Esse tour, organizado por um grupo de arquitetos, existe há muito tempo e continua, com uma participação cada vez maior.
As fotos que vão ver são de uma loja (hoje transformada no Museu da História em Quadrinhos - Bande Dessinée em francês), a casa construída por Horta para o então Vice-Rei do Congo (não se esquecer de que o antigo Congo belga era propriedade particular do Rei Leopoldo I), a sede do Partido Socialista e uma escola datada de 1907.
Hi there, long time no see! É que, para variar, estive trabalhando até no domingo!
Mas foram dois eventos bem legais: no primeiro, ouvi vários ex-presidentes de empresas, bancos, etc.,
falarem da atual situação econômica e eles se mostraram bastante otimistas com relação à situação da economia brasileira (uf!).
E o segundo foi o World Robotic Symposium Latin America, organizado pelo Hospital Albert Einstein, em que traduzimos cirurgias ao vivo realizadas por uma equipe no hospital e transmitida para um telão no Hotel Unique. Simplesmente fantástico! O cirurgião principal opera a partir de uma console que maneja os braços de um robô cirurgião, enquanto que o resto da equipe fica ao pé da mesa onde está o ou a paciente. As principais cirurgias realizadas com essa nova tecnologia são a prostatectomia radical
(quando se remove a próstata) e a histerectomia radical (remoção do útero). Maravilhoso ter essa oportunidade! Fico emocionada com tanta gente pensando em fazer o melhor por seus pacientes.
Uma dica para intérpretes: sempre estudar muita anatomia, para não se surpreender com certas coisas aparentemente estranhas. Até tipos de sutura é preciso estudar para não ficar desconcertado no trabalho…
Mais uma dica: trabalho em equipe é fundamental. Enquanto uma trabalha, a outra procura palavras no dicionário ou escreve ou “sopra” coisas para a colega.
Como eu dizia (há muitos posts atrás),organizar a equipe de intérpretes para uma reunião na Comissão, no Conselho de Ministros, no Parlamento e no Comité Econômico e Social e Comité das Regiões é um verdadeiro quebra-cabeças, pois há que pensar quem sabe qual língua em qual cabine, etc.
Também podem discutir qualquer tema (literalmente) nas reuniões. Na Comissão elas tendem a ser mais técnicas, ao passo que no Conselho são mais jurídicas ou políticas. Seja como for, é onde se determina o funcionamento prático da vida na Europa.
E era muito bacana ver o que discutíamos em reunião ser aplicado na prática. Lembro-me bem, por ex.,do tratado de Schengen, segundo o qual uma série de países dispensavam passaportes para se passar de um para o outro. Nem todos os países da União aderiram ao Tratado de Schengen. O Reino Unido não aderiu. Mas era legal ver depois isso na prática. Cheguei a viajar de um país para o outro sem apresentar documentos. Hoje em dia, nem sequer há postos de fronteira entre alguns países, como entre a França e a Bélgica, entre outros.
Também me esqueci de contar que a União Européia tem três sedes oficiais: Bruxelas, onde ocorre a maioria das reuniões, Luxemburgo (onde há algumas unidades da Comissão e onde está sediado o Tribunal de Justiça da União), e Estrasburgo, na França, que acolhe o Parlamento Europeu pelo menos uma semana por mês. Esse conhecimento é importante para a continuação de minha história, pois quando comecei a trabalhar para o PE (Parlamento Europeu), comecei a ir frequentemente a Estrasburgo, cidade maravilhosa na Alsácia.
Mas isso é uma outra história que fica para uma outra vez…