Archive for the ‘Eventos’ Category

26 Sep. 2010 by Tereza Sayeg Quem estava na palestra do Gilles Lipovetsky

Tirei as fotos da coluna da Sonia Racy, no Estadão. Legal, né?
Mas o mais legal foi o que ele disse no final da palestra: O consumo não deve converter-se em razão da existência…   Bjs.a todos.

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24 Sep. 2010 by Tereza Sayeg Tradução simultânea da conferência de Gilles Lipovetsky

Para os que não sabem, Gilles Lipovetsky é um filósofo francês que se debruça sobre temas contemporâneos, como marcas de luxo, o hiperconsumismo, etc.  Na última quarta-feira ele fez uma palestra sobre o hiperconsumismo e o sentido da vida no Espaço Manioca, anexo do Maní, onde eu já tinha feito a tradução para a Perrier Jouët, e que é um charme!

Obviamente, é totalmente minha praia, visto que sou formada em filosofia e adoro esse tipo de palestras, mas o organizador da conferência me fez um agradecimento ao microfone.  Transcrevo abaixo o comentário feito à intérprete organizadora     http://www.voicelink.com.br e a resposta dela.  Fiquei super feliz!

O evento foi um sucesso e com certeza vocês fizeram parte disso! A Tereza foi impecável na tradução, todos elogiaram, e para a nossa surpresa o Paulo Lima (dono da Editora) a elogiou lá na frente.
 
Olá,
Tudo bem? Já soube pela Tereza e pelo Gilles que o evento foi ótimo e teve um super agradecimento à intérprete. Muito gentil da parte de vcs! O próprio Gilles comentou que nas sei lá quantas mil vezes que foi interpretado nunca tinha visto um agradecimento em cena tão gentil como o de ontem.

Pois é… Muitas vezes nem se lembram de nós. Mas às vezes há coisas boas como esta… Depois ponho as fotos do Gilles e do público.  Fotos de intérprete são raras, como se sabe.

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14 Aug. 2010 by Tereza Sayeg Tradução Consecutiva em evento de gastronomia

Este foi um trabalho que adorei fazer: traduzir um “chocolatier”  americano que - juntamente com um fazendeiro de cacau do sul da Bahia - produz um chocolate orgânico que eles pretendem transformar num dos melhores chocolates do Brasil e quiçá num dos melhores do mundo: o AMMA. 

Experimentei vários deles, com teores menos ou mais altos de cacau (gosto dos meio-amargos) e experimentei também o grão torrado, que se bem feito, apesar de amarguinho, é muito gostoso.

Estou horrível na fotografia, mas paciência. Nada é perfeito…   Quero mais desses!
Para acessá-la basta clicar no link abaixo.
Bastidores do evento reuniram um batalhão: Paladar

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,bastidores-do-evento-reuniram-um-batalhao,3938,0.shtm

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8 May. 2010 by Tereza Sayeg O Fórum Econômico Mundial para a América Latina

Sabem aquele de Davos?  Pois é. Há uma versão para a América Latina, que este ano teve lugar em Cartagena de Indias, na Colômbia. Foi muito interessante ouvir (e traduzir) vários empresários e políticos falarem do presente e do futuro da América Latina. Entre eles, um dos candidatos à Presidência da Colômbia, Antanas Mokus, que tive o prazer de traduzir. A América Latina tem um futuro promissor se fizer a lição de casa: melhorar a educação (já há falta de mão-de-obra capacitada), a saúde, a infraestrutura, se fizer as reformas política, trabalhista, fiscal.  Enfim, nenhuma novidade. Agora a questão é de fato fazê-las e não “empurrá-las com a barriga”, como se diz, pois algumas serão impopulares, pelo menos no início. Só que beneficiarão os países onde forem feitas.  Cabe a nós elegermos políticos que levem a cabo essas reformas, sem as quais nosso futuro será medíocre.
Mudando de assunto, Cartagena fica no Caribe colombiano e é uma cidade espetacular! Recomendo!
Segue meu álbum de fotos.

http://picasaweb.google.com.br/lh/sredir?uname=tereza.sayeg&target=ALBUM&id=5460165414000819201&authkey=Gv1sRgCLKDtabX7JuwnwE&feat=email

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19 Apr. 2010 by Tereza Sayeg Ampliação da fábrica da Helibrás, em Itajubá (MG)

Pois é: tenho trabalhado muito mas em eventos muito legais. Um deles foi a colocação da pedra fundamental da ampliação da fábrica de helicópteros da Helibrás em Itajubá.  Eles vão não somente duplicar a área da fábrica, como o objetivo a longo prazo é o de fabricar helicópteros no Brasil.  Para isso, eles vão fazer intercâmbios de engenheiros: uns vão para lá, outros vêm para cá… Legal, né?
As fotos mostram a coletiva de imprensa com o presidente mundial da Eurocopter, que veio especialmente para a cerimônia.  Além dele, estiveram presentes muitas autoridades, entre as quais Aécio Neves, o Ministro da Defesa Nélson Jobim, o Brig. Junichi Saito (Aeronáutica), etc., etc.

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3 Nov. 2009 by Tereza Sayeg Mesa Tendências e a Saga Crepúsculo: Lua Nova

No trabalho, a  semana passada foi a mais divertida do ano, com dois eventos badaladíssimos: o Mesa Tendências, no Senac Santo Amaro, que trouxe muitos chefs franceses e alguns espanhóis, além dos franco-brasileiros (Laurent Suaudeau e Claude Troisgros) e dos brasileiros, como Roberta Sudbrack, Renata Braune, Helena Rizzo e Alex Atala.

Para mim, que adoro cozinhar, foi a glória! Além de ter visto a preparação dos pratos, achei que os chefs em geral são super simpáticos e de bem com a vida.  O ponto alto foi o encerramento com Olivier Roellinger, um chef da Bretanha que renunciou a suas três estrelas no Michelin para cozinhar em paz. Além de cozinhar divinamente, pelo que escreveu meu amigo Jacques Tréfois o outro dia no caderno Paladar do Estadão,  Roellinger é um cara cultíssimo, um poeta nato.  Sua fala comoveu a plateia inteira, intérprete incluída, pois ele falou das coisas que nos aproximam como seres humanos, e não do que nos separa.  E concluiu dando vivas à França, ao Brasil e à cozinha mestiça.

Para mim o trabalho foi fácil e agradável, pois comecei a cozinhar a sério em Bruxelas (eu tinha de comer). E comecei comprando livros em Francês, e em seguida em Espanhol, Italiano, etc.  Além de ter aprendido com minhas amigas de várias nacionalidades.

Por isso insisto em que o intérprete tem que se interessar por vários assuntos, estar permanentemente antenado.

No domingo, traduzi a coletiva de imprensa de dois atores da Saga Crepúsculo, que vieram lançar o novo filme da série, Lua Nova.  Aí tive de estudar um pouco, pois não li nenhum dos livros da Stephenie Meyer. 

Mas o mais engraçado foi ver a histeria coletiva de umas duzentas adolescentes postadas na frente do Hyatt para ver seus ídolos. Lembrei-me da minha adolescência e do meu fanatismo pelos Beatles.  Pois bem,  as meninas queriam até subir no meu carro e houve pais que se hospedaram no Hyatt para que as filhas pudessem ver seus ídolos.  Histeria à parte, a coletiva foi simpática, com dois dos atores principais (Kirsten Stewart e o rapaz que faz o Jacob, já me esqueci do nome dele).    Mas mais legal foi a reação de minhas sobrinhas quando eu apareci com dois kits de imprensa para elas, com camiseta, caneta, livro e DVD com trechos do filme.  A histeria foi idêntica, e minha cotação no ranking das tias subiu meteoricamente…

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27 Oct. 2009 by Tereza Sayeg A vida nada rotineira do intérprete ou como passei dos tratores MAN para o MESA SP

Pois é: no domingo coletiva de imprensa para anúncio da fusão entre a VW Ônibus e Caminhões e a MAN, com direito a dois caminhões enormes no stand e já na segunda coletiva de imprensa com nem sei quantos chefs de cozinha franceses, espanhóis e um austríaco de quebra.

Estou felicíssima com este trabalho na Semana MESA SP porque a gastronomia é uma coisa que me interessa muito.  Foi um interesse tardio e começou meio que por obrigação, visto que quando cheguei em Bruxelas, cozinhava muito pouco.  Ora, como adoro comer, vi-me quase obrigada a cozinhar.   E  descobri o prazer que é mexer com produtos de cores intensas e perfumes idem, além do prazer de receber os amigos para um convívio descontraído.  Em Bruxelas éramos quase todos expatriados, o que fazia que nos convidássemos muito uns aos outros para jantar.

Comecei a comprar livros de cozinha de várias nacionalidades e comecei a experimentar vários vinhos.
Como viajei bastante e tinha amigos de várias nacionalidades, acabei aprendendo com as amigas portuguesas, italianas e espanholas, além de fazer cursos, como o de cozinha tailandesa, pela qual me interessei depois de ter estado lá.

De volta ao Brasil, além do curso avançado de Enologia na Associação Brasileira de Sommeliers, fiz vários cursos esporádicos na Escola Wilma Kovesi e no Atelier Gourmand.  Adoraria fazer um curso de formação de chef, mas infelizmente minha vida atual não o permite.  Assim, desfruto  intensamente destes momentos preciosos em que vejo vários chefes renomados fazendo alguns pratos. E quem sabe um dia eu consiga fazer um curso de formação, para minha própria satisfação e a de meus amigos, é claro!

Mas apesar de divertido, este trabalho tampouco é fácil: além de citar inúmeros produtos, mencionam-se também vários chefs,nomes de restaurantes, etc.  Por isto insisto em que o intérprete tem de ser extremamente versátil e interessar-se por várias atividades. The more, the merrier!

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20 Aug. 2009 by Tereza Sayeg Por que só recomendo tradução consecutiva em alguns casos

Decidi escrever este post depois que perdi uma concorrência em que o cliente queria que se usasse tradução consecutiva num curso que iria durar duas semanas, com carga horária de seis horas por dia.  Mandei um e-mail à pessoa que entrou em contato comigo, mas talvez eu não tenha explicado bem o motivo de minha recusa.  

Continuo achando que a tradução consecutiva só é boa para discursos curtos, em jantares ,ou locais onde não se pode utilizar o equipamento ou o mini-equipo.

Muitas vezes o cliente não quer pagar o preço do equipamento de tradução simultânea que - admitamos - é caro.  (E a propósito, eu não recebo comissão quando recomendo firmas de equipamento de tradução.  Por  isso é que recomendo três a meus clientes. Para que estes possam escolher a que melhor lhes convier.)

Bem, voltando à vaca fria: o preço do equipamento é caro, mas se pensarmos no custo da presença daquelas pessoas no curso, na conferência, no treinamento - quando elas são retiradas de seu trabalho normal, este pode ser ainda mais caro.  Sem mencionar o custo de hospedagem, refeições, transporte, etc.

Em pequenas reuniões (dentro de uma mesma empresa, por ex.), tenho utilizado o mini-equipo, que é um equipamento com um microfone para o intérprete e fones de ouvido para os participantes, sem a cabine de tradução simultânea.   Isso já reduz custos, embora às vezes não seja o ideal para os intérpretes, pois estes não estão isolados e sofrem interferência de som ambiente, conversas paralelas, etc.  Mas vale muito a pena!Todos os clientes em que utilizamos o mini-equipo ficaram extremamente satisfeitos.
Assim, o que recomendo a organizadores e clientes é o seguinte: CONVERSEM com o intérprete que está coordenando o trabalho de interpretação.  Ele ou ela podem aconselhá-lo sobre como maximizar o tempo  e agilizar a reunião, conferência, etc. 

Não tenham medo de conversar: os intérpretes jogam do mesmo lado do cliente, ou seja, querem que seu evento, sua conferência ,seu curso e sua reunião sejam um sucesso total!

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30 Jul. 2009 by Tereza Sayeg Vida de intérprete

Às vezes eu mesma me admiro da variedade da vida de um intérprete. Nesta semana, por exemplo, traduzi um debate sobre saúde pública, no dia seguinte sobre Biomecânica e hoje sobre software.  As duas primeiras foram tradução simultânea em cabine, com grandes auditórios, mas a de hoje foi uma pequena reunião numa empresa em que utilizamos um equipamento sem cabine.

Os participantes da reunião adoraram, pois a tradução simultânea agiliza imensamente o trabalho. Um dos estrangeiros nos disse que levou um certo tempo até adaptar-se e acostumar-se com o fato de que - apesar do orador ser homem - ele ouvia uma voz de mulher no fone de ouvido!

Também até eu me espanto com a rapidez com que nos adaptamos e aprendemos coisas.  Muitas vezes aprende-se ali, na hora! Além disso, nunca podemos nos esquecer da importância da postura profissional adequada.  O intérprete não pode ser muito visível, pois afinal não somos os protagonistas do evento (embora haja quem não pense assim).  E também acho que não podemos ser “buddy, buddy”  com o cliente, a menos que ele(a) nos dê abertura para tal.

Enfim, este é o lado interessante da profissão:  poder participar - mesmo que momentaneamente - de mundos completamente diferentes. E aprender muito!

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17 Jun. 2009 by Tereza Sayeg Últimas notícias (não tão novas)

Para variar, deixei de escrever por excesso de atividades.  E foram todos trabalhos  longos ou para os quais tive de preparar-me bastante antes.  Muitos deles exigem que o intérprete se prepare, pois não se pode chegar “a frio”  numa conferência sobre barragens ou otorrinolaringologia (aliás, foram os dois últimos grandes congressos que fiz).  O de Brasília teve três línguas (Inglês, Francês e Português) e o de Otorrino, Inglês, Espanhol e Português.

Voltando à questão da preparação:  hoje em dia, é muito mais fácil obter documentação sobre determinado evento. Muitos deles têm seus próprios sites e os consulto.  Ou então uso o Google.  Por ex., uma vez, para preparar-me para um seminário sobre Robótica em Medicina, coloquei o nome do palestrante no Google e voilà!  Não é que vi o próprio num vídeo curto falando do robô?   Foi fantástico!

Além disso, como sabem, há muitas outras coisas que me interessam.  Adorei o discurso do Obama no Egito e fiquei tristíssima com a vitória (?) de Ahmadinejad no Irã.  É uma pena! Quando eu tinha esperanças de “relaxamento”  do punho de ferro da teocracia no Irã, qual o quê!  Realmente lamentável…

Faço parte de uma organização que se chama AVAAZ, que é um grupo de pessoas que tenta influenciar políticos e o curso de certos eventos no mundo inteiro.   Agora estão tentando pedir uma recontagem dos votos no Irã, pois há suspeita de fraude nas eleições.  A ver vamos…

No Brasil, é lamentável o que anda acontecendo no Senado, com tanta sujeira vindo à superfície. O pior é eles acharem que não fizeram nada de errado…

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