Sabem aquele de Davos? Pois é. Há uma versão para a América Latina, que este ano teve lugar em Cartagena de Indias, na Colômbia. Foi muito interessante ouvir (e traduzir) vários empresários e políticos falarem do presente e do futuro da América Latina. Entre eles, um dos candidatos à Presidência da Colômbia, Antanas Mokus, que tive o prazer de traduzir. A América Latina tem um futuro promissor se fizer a lição de casa: melhorar a educação (já há falta de mão-de-obra capacitada), a saúde, a infraestrutura, se fizer as reformas política, trabalhista, fiscal. Enfim, nenhuma novidade. Agora a questão é de fato fazê-las e não “empurrá-las com a barriga”, como se diz, pois algumas serão impopulares, pelo menos no início. Só que beneficiarão os países onde forem feitas. Cabe a nós elegermos políticos que levem a cabo essas reformas, sem as quais nosso futuro será medíocre.
Mudando de assunto, Cartagena fica no Caribe colombiano e é uma cidade espetacular! Recomendo!
Segue meu álbum de fotos.
Recentemente fiz um evento agradabilíssimo: veio o chef de cave do champagne Perrier Jouët, M. Hervé Deschamps, ensinar a harmonizar champagnes com vários pratos de uma refeição. Não é preciso dizer que foi maravilhoso!
Nesse caso, como se tratava de uma reunião pequena, usamos o mini-equipo. Ou seja: fiquei ao lado dele só com um microfone e falava diretamente para as pessoas na plateia que usavam fones de ouvido.
Funciona muito bem e não requer montagem de cabine, etc. Confiram!
No trabalho, a semana passada foi a mais divertida do ano, com dois eventos badaladíssimos: o Mesa Tendências, no Senac Santo Amaro, que trouxe muitos chefs franceses e alguns espanhóis, além dos franco-brasileiros (Laurent Suaudeau e Claude Troisgros) e dos brasileiros, como Roberta Sudbrack, Renata Braune, Helena Rizzo e Alex Atala.
Para mim, que adoro cozinhar, foi a glória! Além de ter visto a preparação dos pratos, achei que os chefs em geral são super simpáticos e de bem com a vida. O ponto alto foi o encerramento com Olivier Roellinger, um chef da Bretanha que renunciou a suas três estrelas no Michelin para cozinhar em paz. Além de cozinhar divinamente, pelo que escreveu meu amigo Jacques Tréfois o outro dia no caderno Paladar do Estadão, Roellinger é um cara cultíssimo, um poeta nato. Sua fala comoveu a plateia inteira, intérprete incluída, pois ele falou das coisas que nos aproximam como seres humanos, e não do que nos separa. E concluiu dando vivas à França, ao Brasil e à cozinha mestiça.
Para mim o trabalho foi fácil e agradável, pois comecei a cozinhar a sério em Bruxelas (eu tinha de comer). E comecei comprando livros em Francês, e em seguida em Espanhol, Italiano, etc. Além de ter aprendido com minhas amigas de várias nacionalidades.
Por isso insisto em que o intérprete tem que se interessar por vários assuntos, estar permanentemente antenado.
No domingo, traduzi a coletiva de imprensa de dois atores da Saga Crepúsculo, que vieram lançar o novo filme da série, Lua Nova. Aí tive de estudar um pouco, pois não li nenhum dos livros da Stephenie Meyer.
Mas o mais engraçado foi ver a histeria coletiva de umas duzentas adolescentes postadas na frente do Hyatt para ver seus ídolos. Lembrei-me da minha adolescência e do meu fanatismo pelos Beatles. Pois bem, as meninas queriam até subir no meu carro e houve pais que se hospedaram no Hyatt para que as filhas pudessem ver seus ídolos. Histeria à parte, a coletiva foi simpática, com dois dos atores principais (Kirsten Stewart e o rapaz que faz o Jacob, já me esqueci do nome dele). Mas mais legal foi a reação de minhas sobrinhas quando eu apareci com dois kits de imprensa para elas, com camiseta, caneta, livro e DVD com trechos do filme. A histeria foi idêntica, e minha cotação no ranking das tias subiu meteoricamente…
