Archive for the ‘Uncategorized’ Category

9 Jan. 2012 by Tereza Sayeg Minha cidade favorita: Paris!

Clique e baixe a apresentação da cidade de Paris

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2 Jan. 2012 by Tereza Sayeg Que tal uma visitinha ao Palais de l’Elysée (sede da Presidência da França)?

 

http://www.elysee.fr/visite/#/coulisses/huissier

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19 Nov. 2011 by Tereza Sayeg E quem estava na conferência do Amos Óz

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11 Nov. 2011 by Tereza Sayeg De como eu passei da construção europeia para a paz no Oriente Médio

Faço muitos trabalhos interessantes, mas sem dúvida este foi um dos mais interessantes do ano: o escritor israelense Amos Óz, falando na última da série Grandes Conferências da Companhia das Letras, que comemorou este ano seu 25o. aniversário.

Foi uma conferência divertida, de ritmo rápido e aí o mais difícil foi acompanhar o ritmo dele, para não atrasar as piadas.  Mas é o tipo de conferência que é totalmente minha praia.  Gosto de temas políticos, de história e de mentes abertas, e ele sem dúvida tem uma mente muito aberta e realista.

Disse que a solução dos dois Estados é a única possível, e que ambos os povos estão prontos para ela.  Mas que ninguém vai sair dançando pelas ruas, porque vai ser uma paz que vai custar algo parar ambos os lados. Mas como disse ele, o negócio é ter uma tragédia de Tchekov e não de Shakespeare, porque nas tragédias de Shakespeare o palco fica juncado de cadáveres ou passo que nas tragédias de Tchekov todos acabam chateados, macambúzios, deprimidos mas vivos.

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22 Jul. 2011 by Tereza Sayeg A história do Inglês em 10 minutos

Pessoal,

Uma coisa fantástica, feita pela Open University (da Inglaterra)!  Divertida, espirituosa  and most enlightening too!

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16 Jun. 2011 by Tereza Sayeg E os pseudointérpretes que andam por aí?

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26 May. 2011 by Tereza Sayeg My dream speaker - mais uma vez Barack Obama no Parlamento inglês

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31 Mar. 2011 by Tereza Sayeg Piadinha em Inglês

Psychiatrist and Proctologist share office space

 

Best friends graduated from medical school at the same time and decided

that, in spite of two different specialties, they would open a practice

together to share office space and personnel.

 

Dr. Smith was the psychiatrist and Dr. Jones was the proctologist; they put

up a sign reading: “Dr. Smith and Dr. Jones: Hysterias and Posteriors.” The

town council was livid and insisted they change it.

 

So, the docs changed it to read: “Schizoids and Hemorrhoids .” This was also

not acceptable, so they again changed the sign. “Catatonics and High

Colonics”……No go.

 

Next, they tried ” Manic Depressives and Anal Retentives”….thumbs down

again. Then came “Minds and Behinds”….still no good. Another attempt

resulted in “Lost Souls and Butt Holes”…….unacceptable again ! So they

tried “Analysis and Anal Cysts”…..not a chance. “Nuts and Butts”…..no

way. “Freaks and Cheeks”…..still no good. “Loons and Moons”…..forget it.

 

 

Almost at their wit’s end, the docs finally came up with: “Dr. Smith and Dr.

Jones — Odds and Ends” Everyone loved it.

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4 Mar. 2011 by Tereza Sayeg Hino aos tradutores

Publicado no jornal “O Público”  de Lisboa, o artigo é uma veemente defesa do multilinguismo e da profissão de tradutor/intérprete.  Aplausos!

Hino aos tradutores
José Ribeiro e Castro
«Moderno é Lula discursar em português na Cimeira do Clima em Copenhaga. Moderno é Mourinho exibir orgulho ao receber em português o seu título mundial. Saloios, ultrapassados, são os “portugueses não-praticantes” que se inferiorizam e nos empurram para a irrelevância», escreve o deputado do CDS/PP em artigo publicado no jornal Público de 28/02/2011.

 

Raras vezes os deputados têm uma responsabilidade pessoal tão directa. Nesta semana, têm-na consigo — e pesada: mandar, ou não mandar, para o desemprego mais umas quantas centenas de portugueses.
Se a Assembleia da República apoiar que Portugal se oponha à cooperação reforçada na patente unitária e, assim, continuemos a bater-nos pela igualdade concorrencial e de regime linguístico, estaremos a defender não só a nossa língua, nem só a nossa economia — mas concretamente o emprego de quinhentos a mil profissionais, altamente qualificados.
Se alinhar pela traição à língua portuguesa e pela rendição aos interesses dos mais poderosos, estaremos a querer somar mais umas largas centenas aos milhares de desempregados que Portugal já leva. Acrescentaremos mais insolvências, com encerramento de empresas e escritórios. A juntar ao desastre da dívida externa e do desequilíbrio comercial, alienaremos mais uns largos milhões de euros anuais de exportação de serviços.
Se Umberto Eco tem razão quando diz que «a língua da Europa é a tradução», é aos tradutores que devemos a construção europeia. Todos os dias! Aquelas vozes anónimas que nos entram pelos auriculares nas reuniões europeias são as vozes da partilha, da interacção, do conhecimento mútuo. São esses intérpretes que nos trazem o que é dito em alemão, em finlandês, em húngaro e nos tornam inteligíveis, em português, a polacos, suecos ou cipriotas. Aqueles textos comuns europeus, que debatemos e votamos, não nos são acessíveis sem o trabalho anónimo, incessante, dos tradutores. Nem os nossos comentários, propostas e contributos chegam a qualquer outro sem eles. «A língua da Europa é a tradução».
Sem tradutores e intérpretes não há participação na Europa, não há democracia possível ou sequer arremedo dela, não há igualdade de concorrência, não há convergência, não há competitividade justa, não há convocação, não há comunidade. Porque a nossa base é multilingue, a Europa é esse multilinguismo — e não há União Europeia sem o garantir.

É, por isso, de bom tom acabar as reuniões europeias, agradecendo o trabalho de intérpretes e tradutores. Agora, deputados há, com governantes e diplomatas, a querer inaugurar nova moda: despedi-los.
O fantasma dos “custos” do multilinguismo é uma velha questão. Está provado que custa pouco — e muito pouco para os benefícios que gera. Costumo dizer que custem a tradução e a interpretação o que custarem é muito mais barato que as balas, e as bombas, e a destruição, e a guerra, e os mortos de que se fez a história da Europa antes da União Europeia.
Os tradutores e intérpretes são os soldados dessa paz, porque são a ferramenta da unidade em igualdade, da construção comum com paridade. É a tão glosada «unidade na diversidade». São os tradutores que garantem que ninguém seja excluído, que fazem da construção da cultura, da ciência e da história europeias osmose de todos e não imposição só de alguns. Quando tanto elogiamos a capacidade de estabelecer pontes, os tradutores são as pontes. Quando procuramos elos e laços, os tradutores são esses elos, os nossos laços.
O multilinguismo europeu gerou um novo ramo cultural, profissional e económico da maior importância, que ocupa milhares de pessoas, com competência, dedicação, saber, curiosidade e entusiasmo. Surgem as combinações mais improváveis de português, checo e grego, ou francês, finlandês e lituano. Tudo isso não é um passivo, mas um extraordinário activo europeu. Não é um fardo, mas riqueza extraordinária. É um capital, uma ginástica, um talento, uma aptidão dos europeus que nos habilita também a conhecer e dominar outras grandes línguas mundiais.
Claro que devemos apetrechar-nos cada vez mais em línguas estrangeiras. A modernidade é multilingue. Sustento, há muito, que os nossos sistemas de ensino devem rever o chamado «objectivo de Barcelona», subindo a meta para sermos fluentes na língua oficial e mais três línguas, em vez de apenas duas — pasmo com a Europa do século XXI ter o mesmo objectivo que a Educação Nacional de Salazar, há cinquenta anos, quando fui para a escola. Ou, olhando o lugar que a China e os chineses terão no futuro do mundo, defendo uma política portuguesa de incremento da aprendizagem da língua chinesa — se formos os europeus com mais falantes de chinês, que poderosa ferramenta económica, profissional e concorrencial isso será!
Mas saber isto não significa abdicar de direitos próprios, nem ser cúmplice de um quadro de discriminação. Não é aceitar regimes de desconstrução europeia, que abusam da cooperação reforçada para uma “Europa a retalho”. Muito menos significa renunciar ao estatuto de língua mundial do português e torpedeá-lo no seu continente de origem: a Europa.
Moderno é Lula discursar em português na Cimeira do Clima em Copenhaga. Moderno é Mourinho exibir orgulho ao receber em português o seu título mundial. Saloios, ultrapassados, são os «portugueses não-praticantes» que se inferiorizam e nos empurram para a irrelevância.
A passagem da patente europeia para a patente unitária com apenas três línguas (inglês, francês e alemão) tem sido uma longa sucessão de manobras, truques e malabarismos. Falando de inovação, como podemos alienar o potencial de inovação do português científico e tecnológico que é assegurado pela tradução das patentes? Falando de competitividade, como golpeamos a nossa competitividade empresarial?
Na crise actual, é essencial que, no momento de decidir e votar, aquela concreta responsabilidade individual seja sentida por cada deputado e deputada — e, em Bruxelas, por cada governante e diplomata.
Olhemos, cara a cara, olhos nos olhos, cada um, cada uma, daqueles tradutores, que estaremos a honrar — ou a mandar para a fila do desemprego. As nossas decisões têm consequências.

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21 Dec. 2010 by Tereza Sayeg Balanço de fim de ano

Sei que este não é um blog político, e sim profissional, mas ao fazer o balanço do ano não pude deixar de pensar no final do mandato de Lula e em seu legado.   A quem possa interessar, um artigo de Marco Antonio Rocha publicado ontem (20/12/2010) no Estado de São Paulo.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101220/not_imp655885,0.php

Fica difícil pensar em tempos melhores se não houver uma recuperação da honestidade e da decência neste país.   E não é o que se vê, muito pelo contrário.   Mas sem esperança ninguém pode viver, então vamos lá e vou desejar a todos um Feliz Natal e próspero 2011 (aqui no Brasil vai ser muito próspero para os muitos picaretas do Congresso Nacional e seus apaniguados).

Apesar dos pesares, como eu disse a uma amiga há uns tempos, ainda temos a arte que nos ajuda a superar as misérias do cotidiano. Temos a música, a literatura, e temos também nossas famílias e os amigos, fonte de afeto e força muito necessários.

E por isso, deixo-lhes também o Andante do Concerto no. 2, opus 83 de Brahms, que tive o privilégio de ouvir recentemente com Nelson Freire e a OSESP na Sala São Paulo. Aqui ele toca com a Sinfônica de São Petersburgo, mas garanto que a performance da OSESP, regida por Yan Pascal Tortelier, não ficou nada a dever.  Devo também destacar o violoncelo spalla, Johannes Gramsch (quase Brahms, né), que fez um lindo diálogo com o piano de Nélson Freire.

E com isso, Feliz Natal, feliz 2011 e vamos em frente, pois a luta continua.

http://www.youtube.com/watch?v=h2CzQ-vwhoM

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