http://www.youtube.com/watch?v=LKo8_J3RWbg
Aqui vai um vídeo das instituições europeias com colegas da cabine espanhola. Quando cheguei a Bruxelas, em 1988, muitos deles estavam começando, como a Carmen Von Styp, que aparece no vídeo, o Manolo Valdivia (hoje chefe da cabine espanhola da Comissão) e o Javier Álvarez, chefe da cabine espanhola do PE.
Enjoy!
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/03/01/avanco-na-qualidade-de-softwares-tradutores-ja-faz-google-pensar-em-programa-interprete-para-celulares-915959541.asp
O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, publicou um artigo interessante sobre a tradução e interpretação por softwares. Será que seremos substituídos por máquinas?
Faz tempo que eu estava querendo reproduzir esta entrevista de Brian Fox, publicada logo depois do II Seminário Global sobre Diversidade Linguística, Globalização e Desenvolvimento, onde trabalhei como intérprete. A entrevista foi publicada no jornal “O Estado de São Paulo” em dezembro de 2009 e é da autoria de Simone Iwasso. Espero que sua reprodução não me cause problemas com o jornal…
“Línguas são pontes que aproximam as pessoas”
Quando um idioma some, diz ele, perde-se parte da civilização; cerca de 200 línguas são faladas por menos de dez pessoas
Simone Iwasso
De acordo com o Atlas das Línguas do Mundo em Perigo de Desaparecer, atualizado todos os anos pela Unesco, mais de um terço das 190 línguas faladas no Brasil estão em situação crítica de perigo de extinção. No mundo, a situação não é melhor: das mais de 6,5 mil línguas existentes, metade deve ser extinta nos próximos anos - cerca de 200 delas, por exemplo, são faladas hoje por menos de dez pessoas. Nesse cenário, a educação tem papel essencial na difusão e propagação de línguas em vias de extinção, ajudando famílias de etnias minoritárias a entender a importância de ensinar sua língua materna aos filhos, avalia Brian Fox, diretor de Interpretação da Comissão Europeia, órgão da União Europeia responsável por implantar decisões, propor legislação e manter os tratados firmados entre os países.
Presidente do grupo de Treinamento do IAMLADP (International Annual Meeting on Language Arrangements, Documentation and Publications) e do Conselho Avaliativo do projeto Molan, dedicado a incentivar o aprendizado de línguas na Europa, Fox esteve no Brasil em dezembro para participar de um debate sobre idiomas e diversidade cultural no Museu da Língua Portuguesa, promovido pela Fundação Roberto Marinho.
O que o mundo perde a cada vez que uma língua desaparece?
Línguas são um componente essencial da humanidade e da vida como a conhecemos. O surgimento das línguas permitiu ao homem desenvolver as sociedades nas quais vivemos hoje. É graças à linguagem que discutimos o presente, olhamos para o passado e projetamos o futuro, lidando com coisas não tangíveis. E cada língua faz isso de uma maneira. Então, quando uma língua desaparece, desaparece também uma pequena parte de nossa diversidade cultural, de nossa civilização.
Como está a situação das línguas faladas por minorias étnicas no mundo?
Das 6.500 línguas faladas no planeta, estima-se que uma desapareça a cada duas semanas. Especialistas calculam que, até o fim deste século, metade das línguas do mundo terá desaparecido. Muitas delas são faladas por comunidades isoladas, com pouco contato com o resto da sociedade. O Brasil tem dezenas de idiomas indígenas nessa situação. Em alguns, apenas cinco ou dez pessoas ainda falam o idioma.
O que pode ser feito para preservar a diversidade linguística?
Autoridades podem ajudar reconhecendo o valor único de cada idioma, tratando-o com respeito. A Unesco está desenvolvendo um trabalho nesse campo, ajudando e orientando os governos locais, incluindo o Brasil. Se você entende a importância da biodiversidade, entenderá que a diversidade das línguas é seu equivalente na área cultural. O Brasil é um país que impressiona por sua diversidade musical, por exemplo. Na União Europeia, temos 23 línguas oficiais. É um direito básico respeitarmos a cultura e a identidade de cada país membro. E uma das maneiras de se fazer isso é pelo multilinguismo.
Qual é o papel da educação formal na preservação dos idiomas? Escolas e professores podem ajudar?
A educação nos ajuda a ver o mundo de maneira mais clara e, consequentemente, a contribuir para melhorá-lo. Acredito que escolas e professores podem ajudar fazendo a ponte entre os idiomas, o cotidiano e a cultura das crianças e jovens. Cada geração injeta uma vida nova nos idiomas. Quando uma criança envia uma mensagem de texto pelo celular a um amigo, ele inventa uma nova série de novos termos e palavras. É uma boa contribuição. Os idiomas precisam viver.
Então, escolas e professores têm um papel essencial na disseminação dos idiomas, inclusive ajudando famílias a transmitirem suas línguas maternas a seus filhos. Muitos deles, quando mudam de país ou se inserem em uma nova cultura, deixam de ensinar su língua para o filho, por considerar que ela não terá utilidade. Muitos pensam a língua como barreira. Mas elas são, na verdade, pontes. Línguas aproximam as pessoas.
Escrevo diretamente do II Seminário Global sobre Diversidade Linguística, que tem por objetivo a preservação das línguas. Como a biodiversidade, há várias línguas em risco de extinção. Se pensarmos bem, a concentração linguística é quase tão grande - ou até maior - que a concentração econômica.
Portanto, defendamos nossas línguas! Elas são fundamentais para nossa identidade. E mais do que isso, geram riqueza, pois se há muitos falantes de uma mesma língua, há livros, filmes, programas, etc. nessa língua. A diversidade linguística tem de ser vista como riqueza e não como obstáculo.
Bem, então em homenagem à nossa e a Portugal, convido-os para ver um álbum de fotos que fiz do convento de Tomar, em Portugal. O convento de Tomar pertenceu à Ordem de Cristo, que dizem ter sido fundada pelos remanescentes da Ordem dos Templários, quase que totalmente dizimada por Felipe o Belo da França. Os que escaparam fugiram para Portugal e fundaram a Ordem de Cristo, que teve papel fundamental nos descobrimentos.
Tenho certeza de que vão gostar!
http://picasaweb.google.com.br/lh/sredir?uname=tereza.sayeg&target=ALBUM&id=5414521719914713457&authkey=Gv1sRgCNvph-u546612wE&feat=email
Se eu fosse supersticiosa, acreditaria que há mais do que uma coincidência no fato de ter começado e (praticamente) terminado o ano em Belém. Desta vez não foi o Fórum Social Mundial, e sim uma reunião da UNESCO sobre a alfabetização de adultos.
Foi a primeira vez em que trabalhei numa reunião com as línguas habituais de trabalho da ONU, que são Inglês, Francês, Árabe, Russo, Chinês, Espanhol (será que me esqueci de alguma?). O que fez com que eles trouxessem intérpretes dessas línguas da Europa, além de contratarem intérpretes de Português tanto no Brasil como em Portugal. Qual não foi minha surpresa ao ver colegas (e amigas) portuguesas com quem trabalhei em Bruxelas, além de uma argentina que vive em Paris e outra colega colombiana, que fica entre Bogotá e Paris.
A conferência em si foi interessantíssima, porque como já sabemos, a educação é o que pode fazer com que as pessoas saiam da pobreza, busquem novas oportunidades, passem a cuidar melhor de sua saúde, etc., etc.
E o social também foi ótimo! Aqui vai o link para o álbum de fotos da temporada:
<table style=”width:194px;”><tr><td align=”center” style=”height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com.br/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat left”><a href=”http://picasaweb.google.com.br/tereza.sayeg/Belem?authkey=Gv1sRgCIDVw_2Pmd7Sdw&feat=embedwebsite”><img src=”http://lh6.ggpht.com/_cTtejyNv9bw/Sx7pRsDKXnE/AAAAAAAACXE/92ej5W09u_s/s160-c/Belem.jpg” width=”160″ height=”160″ style=”margin:1px 0 0 4px;”></a></td></tr><tr><td style=”text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px”><a href=”http://picasaweb.google.com.br/tereza.sayeg/Belem?authkey=Gv1sRgCIDVw_2Pmd7Sdw&feat=embedwebsite” style=”color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;”>Belém</a></td></tr></table>
Para quem não sabe, a CEPAL é a Comissão Econômica para a América Latina, uma agência de desenvolvimento da ONU. A CEPAL é um thinktank que já produziu inúmeros estudos sobre nossos países.
Bem, já há um tempo a CEPAL lançou a rede IDEEA, que congrega ONGs e iniciativas locais, regionais e nacionais que produziram mudanças significativas nos lugares onde atuam. Foi muito interessante ouvir experiências do Brasil, Colômbia, Nicarágua, Bolívia, que produziram resultados importantes em termos ou de educação, de geração de renda, etc.
Mas como ninguém é de ferro, também deu tempo para passear. E aí vai minha reportagem fotográfica. Um dos pontos altos foi a visita ao Museu Rodin, uma casa do início do séc. XX que foi totalmente recuperada para abrigar várias esculturas em gesso (e algumas em bronze, no jardim) de Rodin. E quanto à gastronomia, fui jantar na Pousada do Carmo, um antigo convento no centro recuperado e transformado em pousada e cujo restaurante é luso-brasileiro, e fui também ao Amado, o restaurante de Edinho Engel, do Manacá em Camburi (litoral paulista).
<table style=”width:194px;”><tr><td align=”center” style=”height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com.br/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat left”><a href=”http://picasaweb.google.com.br/tereza.sayeg/SalvadorNasHorasDeFolgaDaCEPAL?feat=embedwebsite”><img src=”http://lh4.ggpht.com/_cTtejyNv9bw/SwnYOrZtzaE/AAAAAAAAB7Y/K6GeMk2OT7I/s160-c/SalvadorNasHorasDeFolgaDaCEPAL.jpg” width=”160″ height=”160″ style=”margin:1px 0 0 4px;”></a></td></tr><tr><td style=”text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px”><a href=”http://picasaweb.google.com.br/tereza.sayeg/SalvadorNasHorasDeFolgaDaCEPAL?feat=embedwebsite” style=”color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;”>Salvador nas horas de folga da CEPAL</a></td></tr></table>
Hoje não estou para coisas sérias, apesar de ser domingo e estar trabalhando.
Aí vão algumas cenas de Maitena. Enjoy!
Profundamente desgostosa com a política brasileira, de vez em quando olho o que faz o Pres. Obama.
Aqui, ele dança numa festa (só um pouquinho, mas que elegância!)
http://www.youtube.com/watch?v=1dyvou-6hHY&feature=player_embedded
Pessoal,
Uma boa explicação do porque o Rio vai ser a sede dos Jogos Olímpicos… Mas lembrem-se: É BRINCADEIRA!
Pessoal,
Não percam a revista Piauí, no. 36, que tem um longo artigo de Dorrit Harazim sobre a profissão de intérprete. O artigo se intitula “Voz entre Poderosos”. Ela entrevistou vários intérpretes e conta algumas histórias sobre alguns e os chefes de Estado para os quais trabalharam. Imperdível parar quem se interessa pela profissão.
Aliás, um livro que também fala da profissão, pois o personagem principal é um intérprete, é “Corazón Tan Blanco”, de Javier Marías. Também recomendo.